terça-feira, 26 de outubro de 2010

Linguagem das Flores


Todas as flores contam com uma linguagem própria, e com cada uma delas podemos transmitir uma mensagem diferente. Desde da antiguidade, as flores têm sido uma via para dar a conhecer e transmitir sentimentos de muitas maneiras. A linguagem das flores tem a sua origem no Oriente e tem-se transmitido de geração em geração e de cultura em cultura, passando pelo Antigo Egipto, a Idade Média, o Renascimento, etc., até chegar ao Romanticismo, época onde esta prática teve o seu clímax.

Existe uma linguagem associada às flores para cada ocasião. Por exemplo, a rosa vermelha é sinónimo de amor, a amarela de amizade, a branca de medo, etc. Outros exemplos: a margarida branca simboliza inocência e pureza, porque está relacionada com a infância; a gardénia significa alegria, a flor de azahar, castidade, a tulipa, amor desesperado se é amarela, e uma subtil declaração de amor se vermelha; o cravo significa distinção e nobreza, e o lírio inocência, pureza e alegria. Mas não devemos apenas ter em conta a flor em si mesmo. Também é importante a forma como oferecemos um ramo de flores.

O laço indica a quem se refere os sentimentos expressados no ramo. Se o laço estiver à esquerda quer dizer que os sentimentos expressados referem-se ao remetente, e se estiver à direita, então fazem referência ao destinatário. A mensagem muda dependendo da posição da flor e se ela está aberta ou fechada. Desta forma, uma flor com o caule para cima significa um gesto de maldade. Por causa de todos estes factores, oferecer flores a alguém não pode ser algo feito ser pensar, por tem que se considerar três aspectos: o que representa cada uma, o que queremos transmitir e qual é a flor preferida da pessoa a quem vamos oferecer. Ao mesmo tempo, não devemos menosprezar a importância que tem a cor das floreavs, porque estas podem provocar certas atitudes e emoções que afectam a mente humana.

Fonte: http://www.mundodeflores.com/rosas-linguagem-flores.html

Estão voltando as flores


Vê, estão voltando as flores
Vê, nessa manhã tão linda
Vê, como é bonita a vida
Vê, há esperança ainda

Vê, as nuvens vão passando
Vê, um novo céu se abrindo
Vê, o sol iluminando

Por onde nós vamos indo
Por onde nós vamos indo

Altemar Dutra
Composição: Paulo Soledade

domingo, 24 de outubro de 2010



“Por via das dúvidas, melhor não se aproximar, vá que pegue.De uma hora para a outra, fiquei assim, lúcida e diabólicamente tranquila.Não que os problemas tenham sumido, mas deixaram de ser coisas de outro mundo.”
...Desde a hora em que acordo até a hora de ir dormir, a lista de providências a tomar é quilométrica, e dou conta de tudo, e se não dou, paciência.”

[Martha Medeiros-maturidade-Coisas da vida]



“Engordei?Engordei um quilinho. Não deve constar na lista dos pecados mortais.Na alma, que é o que importa, estou esquelética.Leve feito uma pétala”

[Martha Medeiros-maturidade-Coisas da vida]



“Não há nada que nos dê mais segurança emocional do que não “precisar” dos outros, e sim contar com os outros para aquilo em que eles são insubstituíveis: companhia, sexo, risadas, amizade, conforto.
Se ainda não atingiu esse estágio, suba num cavalo imaginário e dê seu grito do Ipiranga. Ficar amarrado à vida alheia faz vocÊ viver menos a sua. Nada de se fazer de desentendida só para não se incomodar.Incomode-se.Dependência é morte”

[Martha Medeiros-Independência ou morte-Coisas da vida]



“(...)Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos.Ou 41.Talvez 48. uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado.
(...)Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso.Tudo o que a gente quer, depois de certa idade, é ir direto ao assunto.Excetuando-se do sexo, onde a rapidez não é louvada, para todo o resto é melhor atalhar.”

[Martha Medeiros-Atalhos-Coisas da vida]




“(...)Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem,à constante perseguição do que ainda não sei.”

[Martha Medeiros-explosões-Coisas da vida]




“(...)A passagem do tempo, se nos tira algum viço-e nem tira tanto assim, com os recursos que existem hoje-,nos dá em troca muita coisa: serenidade, autoconfiança, experiência.E o mais importante de tudo:humor!
(...)Não há tempo a perder com pecuinhas, com ciúmes,com desconfianças, com sonhos inatingíveis..Uma mulher madura troca sonhos por objetivos.Não precisa mais matar dez leões po dia, já se estabeleceu e agora quer aproveitar a vida, curtir bons shows, viajar, ficar bonita e fazer umas loucuras que nunca se atreveu quando era mais jovem.Qual é o homem que não vai quere uma mulher assim?”

[Martha Medeiros-Mulheres e meninos-Coisas da vida]



“(...)A verdade é que até quem não gosta de ler lê toda hora:bulas, rótulos,outdoors,placas de trânsito, etiquetas, cheques,mapas, regulamentos,cardápios, mensagens de celular.Óculos só para ler significa óculos no mínimo 16 horas por dia, isso no caso de você sonhar sem legendas.”

[Martha Medeiros-Fora de foco-Coisas da vida]




“(...)Eu proponho uma campanha de saúde pública: vamos ser mais bem humorados, mais desarmados.Podemos ser cidadãos sérios e respeitáveis e, ao mesmo tempo, leves.Basta agir com delicadeza, soltura,autenticidade, sem obediência cega às convenções, aos padrões, aos patrões,Um pouco mais de jogo de cintura, de criatividade, de respeito às escolhas alheias.Vamos deixar para sofrer pelo que é realmente trágico, e não por aquilo que é apenas incômodo, senão fica impraticável atravessar os dias”

[Martha Medeiros-A importância de perder peso-Coisas da vida]




(...)A conclusão a que chego é:como é difícil desapontar-se com quem a gente gosta.
(...)É muito mais fácil desgostar de quem nunca se gostou, de quem já implicávamos por antecipação.Mas se, ao contrário, havia amor, quanta decepção”

[Martha Medeiros-Não gostar de quem se gosta-Coisas da vida]



“(...)É a velha história do livro, do filho e da árvore, o trio que supostamente nos imortaliza.Filhos somem no mundo, árvores sãp cortadas, livros mofam em sebos.A única coisa que nos imortaliza-mesmo- é a memória de quem amou a gente.

[Martha Medeiros-O sentido da vida-Coisas da vida]



(...) A gente tem a vida que pediu, sim.Se ela não está boa, quem nos impede de buscar outras opções?

[Martha Medeiros-A vida que pediu a Deus-Coisas da vida]



(...)A maturidade é um álibi frágil.Seguimos com uma alma de criança que finge saber direitinho tudo o que deve ser feito, mas que no fundo entende muito pouco das engrenagens do mundo”

[Martha Medeiros-Tudo o resto-Coisas da vida]

Fonte: marthahelenaperdaseganhos.blogspot.com/2009/03/como-estou-martha-medeiros-fragmentei.html


Não pretendo saber o que me pertence
para guardar melhor.

Há algo que o tempo não toca.
O tempo não está decidido no rosto,
mas na forma como se escapa do tempo.
Quanto maior o desespero em fugir,
maior será a velhice.

Fabrício Carpinejar
Fonte: marthahelenaperdaseganhos.blogspot.com/2010/10/como-se-escapa-do-tempo.html

domingo, 3 de outubro de 2010

Primavera


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Cecília Meireles
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

Encanto de Primavera


Neste ano em plena primavera
gozaremos férias no mundo encantado
teremos quietude alegria e paz
bem longe deste mundo agitado

Vou junto com a Fada Arco-íris
aprender a arte do bem-fazer
sentiremos o calor fraterno
vamos nos esbaldar pra valer

Brincaremos com todas as flores
saudando felizes sua temporada
Pintaremos de todas as cores
pedrinhas que margeiam as estradas

Nadar com os peixinhos e sereias
renovar nossas energias lá no mar
deixaremos nossas pegadas na areia
jornada que as estrelas irão abençoar

Graciela da Cunha/SoninhaBB